sexta-feira, 10 de junho de 2011

Esporte

Quem me acompanha sabe o quanto eu critico a gestão do esporte por aqui, que permite, entre tantos outros absurdos, a desvalorização do próprio. Eu sempre cito os exemplos que ocorrem no vôlei e no xadrez  porque são áreas em que meus conhecimentos se destaca. A verdade é que nos poucos campeonatos que a cidade se inscreve sempre solicita dos alunos/atletas "resultados",  que no meu pensamento se tornam equívocos, uma vez que não tem como cobrar dos atletas resultados sendo que não há  investimento na base e conseqüentemente  não formam jogadores de alto nível. E você que lê esse pequeno texto pode pensar nas praças esportivas que foram construídas em alguns bairros, mas eu peço que se liberte dessa concepção extremamente alucinada. Construir centros esportivos não significa propagar e divulgar o esporte, na maioria das quadras  não há material esportivo público e os atletas tem de tirar dinheiro do bolso para comprar algo que deveria ser oferecido gratuitamente. Esse é um fenômeno que não se apresenta mais pra sociedade, já que aceitamos a banalização, ou seja, a situação precária em que se encontra e não tomamos providencias como cobrar autoridades, porque sabemos onde isso acaba. Em nada. E assim, não pense que são apenas alguns que gostariam de falar isso. Mais de 90% sentem o mesmo que eu. Quem está nas quadras ou disputando campeonatos por outra cidade sabe o que é voltar pra casa desmoralizado, chegar nos treinos e encontrar bolas e rede em péssimo estado físico. A realidade hoje é essa, e o que mais chama a atenção é a falta de constrangimento por parte de políticos, que tomam  conhecimento do assunto e não apresentam propostas. Entra governo e sai governo e não tem novidade quanto ao assunto.

Um comentário:

  1. Muito bom o texto cara, eu sinto exatamente a mesma coisa que você disse aí. O que falta na verdade é vergonha na cara do governo em olhar pros outros países e ver que desde pequenos as crianças são incentivadas no esporte, e tem um investimento enorme desde a base, até o profissional, e perceberem que o Brasil ta parado no tempo. Tem gente com muito talento a ser explorando no Brasil, mais investimento que é o mínimo que se precisa, já que talento já se tem, não há nenhum.

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